MANCHAS NEGRAS - fotografias de Cláudio Alves na Queima do Judas 2012

Veja um aperitivo da exposição

INAUGURAÇÃO: sexta-feira, 27 de março às 21:00 no Foyer do Novo Ciclo ACERT

Exposição de fotografias de Cláudio Alves

Nem sempre o que se vê é tudo o que existe. Em cena, o que não se vê, ou apenas se vislumbra, pode ser tão importante como o que está debaixo dos projetores. Foi assim que Cláudio Alves Se dedicou a fotografar as pessoas que, vestidas de negro, intervêm na Queima do Judas de 2012 manipulando o fogo e os efeitos que fazem desta celebração um dos momentos mais importantes da vida comunitária tondelense ao longo do ano.


A palavra ao fotógrafo:

“Aquilo não anda sozinho.
Alguém tem de lá estar.”

Eu tinha de ultrapassar o ruído do palco. Nos holofotes e no centro da cena é para onde é canalizada a atenção de quem assiste ao espetáculo.Tinha de sair desse centro de atenção que atrai. Procurei uns indivíduos que metem o judas no sítio.

Os manchas negras são umas auto-intituladas personagens da Queima do Judas que actuam na retaguarda de todo o espetáculo. Manobram cenários, impõem ritmos e queimam coisas. Pelo meio divertem-se e fazem parte dum todo.

Estas fotografias revelam como eu vi os manchas negras na Queima do Judas.

Como no início de qualquer história, há uma contextualização temporal, portanto…nos tempos idos de 2012 fotografei o Judas e centrei-me numas personagens. Comecei pelo seu ajuntamento, que rapidamente passa para uma adrenalina que ajuda a aquecer na noite. Terminam numa destruição festiva. Com mais atenção vemos umas figuras lá ao fundo que parecem fazer alguma coisa acontecer. Eles são os manchas negras.

http://www.acert.pt/programacao/registo.php?id=818